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Notícias/Geral13/10/2026· Local

CÂMERAS DENTRO DE CASA TERIAM REGISTRADO ABUSOS CONTRA CRIANÇA DE 12 ANOS EM MAFRA

Um homem de 37 anos foi preso em Mafra, no Planalto Norte catarinense, suspeito de cometer abusos sexuais contra uma criança de 12 anos e registrar os crimes por meio de câmeras instaladas dentro da própria residência. A Polícia Civil também investiga a possibilidade de compartilhamento e comercialização das imagens.

A prisão ocorreu na sexta-feira, dia 9 de outubro, durante uma operação da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, a DPCAMI de Mafra.

Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil, a investigação começou depois que um funcionário de uma empresa de monitoramento identificou imagens suspeitas ao acessar o sistema de câmeras contratado pelo próprio investigado.

A partir da descoberta, os policiais iniciaram diligências para identificar a criança e o homem envolvidos. As medidas judiciais foram solicitadas, e o suspeito foi localizado e preso em menos de 12 horas após a polícia tomar conhecimento do caso.

Durante o cumprimento do mandado de busca, os agentes apreenderam celulares, um tablet e cartões de memória das câmeras instaladas no imóvel. Os equipamentos devem passar por perícia para auxiliar no esclarecimento dos fatos.

Conforme a investigação, os abusos teriam ocorrido de forma recorrente, principalmente em um dos quartos da residência. A polícia também apura se o material produzido era compartilhado ou comercializado.

Outro ponto que amplia a investigação é a informação de que o homem já havia sido investigado anteriormente por suspeita de abuso sexual contra outra enteada, também quando ela era menor de idade e vulnerável. A Polícia Civil não detalhou o desfecho dessa apuração anterior.

O investigado permanece preso à disposição da Justiça. A investigação continua para esclarecer todas as circunstâncias do caso e verificar a possível existência de outros crimes.

A Polícia Civil reforça a importância da proteção de crianças e adolescentes e da comunicação às autoridades diante de qualquer suspeita de violência sexual.

A identidade da vítima é preservada para garantir sua segurança e evitar qualquer forma de exposição.