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Notícias/Geral15/09/2026· Local

CIÊNCIA FICA FORA DO DEBATE ELEITORAL, E SBPC ALERTA PARA O FUTURO DO BRASIL

Enquanto escândalos políticos e disputas institucionais dominam a campanha eleitoral de 2026, temas considerados estratégicos para o futuro do Brasil seguem em segundo plano. Entre eles está a ciência.

O alerta é da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a SBPC. Em entrevista à Agência Brasil, a presidenta da entidade, Francilene Garcia, afirmou que a ciência brasileira ainda não entrou de fato na pauta das campanhas eleitorais.

Segundo ela, questões como mudanças climáticas, novas crises sanitárias, inteligência artificial, transição energética, envelhecimento da população e exploração de minerais estratégicos deveriam estar entre os principais assuntos discutidos pelos candidatos.

A SBPC criou o Observatório das Eleições justamente para tentar levar essas pautas ao debate. A entidade reúne mais de uma centena de propostas de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do país.

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Francilene Garcia também chamou atenção para o financiamento da ciência. De acordo com ela, o setor depende de regras estáveis, orçamento previsível e planejamento de longo prazo, principalmente diante da possibilidade de novas crises sanitárias e dos impactos das mudanças climáticas.

Outro ponto destacado pela presidente da SBPC é a transformação digital. Para ela, o avanço da inteligência artificial exige que o Brasil discuta qual será sua soberania tecnológica na próxima década.

A entidade também demonstra preocupação com o envelhecimento da população. A projeção apresentada por Francilene aponta que, em pouco mais de dez anos, o Brasil poderá ter mais pessoas com mais de 60 anos do que pessoas em idade produtiva.

Para a SBPC, deixar esses assuntos fora da campanha significa abrir mão de uma discussão fundamental: que país o Brasil pretende ser no futuro?

A entidade defende que discutir a integridade das instituições e, ao mesmo tempo, apresentar um projeto de desenvolvimento para o país não são questões opostas. As duas agendas, segundo Francilene Garcia, precisam caminhar juntas.

A avaliação foi publicada pela Agência Brasil nesta segunda-feira, 14 de setembro.