
A greve nacional dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal chegou ao fim nesta terça-feira (29), após decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A paralisação havia começado no dia 10 de setembro e teve como um dos principais pontos de divergência as regras de custeio do Saúde Caixa.
O ministro Mauricio Godinho Delgado determinou o retorno dos funcionários às atividades imediatamente e, no máximo, até esta quarta-feira (30). O TST considerou a greve legal e não abusiva, mas estabeleceu o encerramento do movimento.
REAJUSTE DOS SALÁRIOS E BENEFÍCIOS
Com a decisão, os empregados da Caixa terão reajuste baseado no INPC, acrescido de 0,6% de ganho real. Segundo o ND Mais, o percentual definido para salários e benefícios é de 4,6%.
O mesmo percentual será aplicado ao Saúde Caixa. As novas regras passam a valer a partir de 1º de setembro e integram um acordo coletivo com vigência de dois anos, entre 2026 e 2028.
COMO FICA O SAÚDE CAIXA
O plano de saúde estava entre os principais pontos de conflito durante as negociações entre os trabalhadores e a instituição.
Com a decisão do TST, o Saúde Caixa terá reajuste de 4,6%. Também foram mantidas regras relacionadas à contribuição dos funcionários, que permanece em 3,5% do salário, com limite de 7%, conforme o acordo coletivo anterior.
As entidades sindicais haviam questionado informações relacionadas ao déficit do plano e solicitado uma perícia. O pedido, porém, não foi atendido durante o julgamento.
E OS DIAS PARADOS?
Os trabalhadores que participaram da greve terão que realizar a compensação dos dias não trabalhados. De acordo com a decisão divulgada, a aplicação deverá considerar as condições de cada agência.
A decisão também estabelece que as agências mantenham pelo menos 60% do quadro de funcionários em atividade durante a paralisação, regra que já havia sido determinada anteriormente pelo TST.
RETORNO ÀS ATIVIDADES
Com o fim da greve, os empregados deverão retornar ao trabalho imediatamente, com prazo máximo até quarta-feira (30).
A decisão encerra uma paralisação que durou quase três semanas e que teve como principal foco as negociações envolvendo o acordo coletivo e o modelo de custeio do Saúde Caixa.
A expectativa agora é pela normalização gradual do atendimento nas agências da Caixa em todo o país.




