
Um laudo pericial definitivo mudou o rumo de um caso que chamou a atenção na região. A substância em pó apreendida em um veículo na BR-116, em Papanduva, e inicialmente tratada como possível cocaína, não foi classificada como droga pela perícia.
O material, com aproximadamente 52 quilos, foi apreendido no dia 24 de setembro, durante uma operação conjunta da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar. Na ocasião, testes preliminares haviam apresentado resultado compatível com cocaína, levando à prisão em flagrante do motorista.
O exame definitivo, porém, concluiu que a substância analisada não se enquadra entre aquelas relacionadas na Portaria SVS/MS nº 344/1998, que regulamenta substâncias sujeitas a controle especial no Brasil. Com isso, a classificação do material como droga foi afastada.
MOTORISTA JÁ HAVIA NEGADO QUE FOSSE DROGA
Desde a abordagem, o homem, de 35 anos, afirmava que o produto transportado não era cocaína. Segundo a defesa, ele sustentava que se tratava de um produto utilizado em aquários, versão que também foi apresentada durante o processo.
A defesa utilizou o resultado do laudo definitivo para pedir a revogação da prisão preventiva, argumentando que a conclusão pericial retiraria o elemento material necessário para sustentar uma investigação por tráfico de drogas.
O homem já havia sido colocado em liberdade após audiência de custódia realizada em Mafra, no dia seguinte à prisão. Naquele momento, a Justiça considerou necessária a realização do exame definitivo para esclarecer a natureza do material apreendido.
LAUDO NÃO CONFIRMA QUE ERA SAL DE AQUÁRIO
Apesar de a defesa afirmar que o material seria sal utilizado em aquários, o laudo definitivo, conforme o documento apresentado no processo, não identifica expressamente a substância dessa maneira.
O que a perícia estabelece é que o material analisado não se enquadra entre as substâncias relacionadas na legislação de controle de drogas.
A origem e a finalidade do produto continuam relacionadas à investigação e às informações apresentadas pelas partes no processo.
O caso teve início após equipes de segurança receberem informações de que um veículo Ford Ka, vindo de Foz do Iguaçu, no Paraná, poderia estar transportando drogas. O automóvel foi localizado e abordado na BR-116, em Papanduva, onde os policiais encontraram as caixas com o material em pó.
Com o resultado definitivo da perícia, o cenário do caso muda significativamente, já que o material apreendido não foi classificado como cocaína ou outra droga prevista na legislação.




