
O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá alcançar 100% de cobertura com serviços de teleatendimento nos próximos quatro anos, segundo declaração do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Atualmente, mais de 80% da rede pública de saúde já conta com algum tipo de tecnologia voltada ao atendimento remoto. A proposta do governo é ampliar essa estrutura para que o acesso à telessaúde esteja disponível em toda a rede.
Tecnologia para ampliar o acesso à saúde
A telessaúde utiliza ferramentas digitais para complementar o atendimento realizado presencialmente. Entre os serviços possíveis estão teleconsultas, teleconsultorias, teleinterconsultas e telediagnóstico em diferentes especialidades.
A estratégia pode ser especialmente importante para moradores de regiões mais distantes dos grandes centros, permitindo que profissionais especializados apoiem as equipes que atuam nas unidades básicas de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, a expansão da saúde digital também busca reduzir filas, facilitar o acesso a especialistas e melhorar a integração das informações dos pacientes.
Em agosto, o Conselho Nacional de Saúde aprovou por unanimidade a Política Nacional de Informação e Saúde Digital, que prevê justamente a integração de dados e a ampliação da telessaúde no SUS.
Teleatendimento já é utilizado em diferentes áreas
A expansão não se limita às consultas médicas. O SUS vem utilizando o atendimento remoto também em iniciativas de saúde mental.
Entre as ações recentes está a oferta de até 100 mil teleatendimentos mensais de saúde mental para mulheres em situação de violência e familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. O serviço está disponível pelo aplicativo Meu SUS Digital.
Para o governo federal, a ampliação da tecnologia representa uma forma de levar atendimento especializado para mais pessoas sem substituir completamente o acompanhamento presencial.
Impacto para a população
A meta de chegar a 100% de cobertura representa um dos principais movimentos de expansão da saúde digital no SUS. A expectativa é que, nos próximos anos, cada vez mais unidades estejam conectadas a serviços de telessaúde, permitindo ampliar o suporte profissional e facilitar o acesso da população ao sistema público.
Para regiões do interior e municípios menores, a medida pode ter impacto importante, principalmente naqueles que enfrentam dificuldades para disponibilizar determinadas especialidades de forma permanente.
A proposta faz parte de um processo mais amplo de transformação digital do SUS, que pretende combinar tecnologia, atendimento presencial e integração de informações para ampliar o acesso e tornar os serviços de saúde mais eficientes.




